sexta-feira, 25 de novembro de 2011
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Alguns motivos para eu não partir nesta noite
Quem abrigará os meus sonhos
Adormecidos sob os prazeres
De uma maravilha chamada vida?
Quem receberá os exuberantes raios de sol
Que, ao amanhecer, despencarão sobre
A sacada numa cumplicidade antiga?
Quem provará o café quentinho
E o pão coberto com açúcar
que a minha mãe prepara nas vespertinas visitas?
Quem mostrará à minha filha
As possibilidades de alternativas trilhas?
Oh, pretensioso pai que sobre nuvens
Caminha!
Se eu partir, entretanto,
Num irrefreável e cósmico desengano
O amanhã será improvável
Ou as paredes do tempo
Receberão novas tintas?
Adormecidos sob os prazeres
De uma maravilha chamada vida?
Quem receberá os exuberantes raios de sol
Que, ao amanhecer, despencarão sobre
A sacada numa cumplicidade antiga?
Quem provará o café quentinho
E o pão coberto com açúcar
que a minha mãe prepara nas vespertinas visitas?
Quem mostrará à minha filha
As possibilidades de alternativas trilhas?
Oh, pretensioso pai que sobre nuvens
Caminha!
Se eu partir, entretanto,
Num irrefreável e cósmico desengano
O amanhã será improvável
Ou as paredes do tempo
Receberão novas tintas?
sábado, 20 de agosto de 2011
Borboletas no aquário
I
Mantinha borboletas
No aquário.
Sentava-se próximo
Com as mãos no rosto
Espalmadas
E tecia um fio de tempo
(Só seu)
A admirar, através da transparência
Das cortinas,
Um balé de cores
Que reverberavam, reverberavam...
II
Mantinha borboletas
No aquário
O silêncio a balbuciar-lhe
Regozijos de naufrágios...
Mas, quando as mãos insensíveis
Não pressentiram mais as cores
E a visão turva admitiu
Guelras na fala
Ao fio partido
Gritou
Ah, gritou!
Suspensos ao eco
Todos os mares não desbravados!
III
No aquário
O silêncio a balbuciar-lhe
Regozijos de naufrágios...
Mas, quando as mãos insensíveis
Não pressentiram mais as cores
E a visão turva admitiu
Guelras na fala
Ao fio partido
Gritou
Ah, gritou!
Suspensos ao eco
Todos os mares não desbravados!
III
Lambia os alicerces do passado
Quando fez o que, há tempos, cogitava:
- Mirou o ponto luminoso no teto de tudo
- Guardou os álbuns de todas as renúncias
Na gaveta do armário
- Fez par com a vida, num beijo inusitado
- E, finalmente, convicto, quebrou o aquário.
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
Borboletas no aquário
Inicio este espaço divulgando o meu último livro "Borboletas no aquário" - cujo lançamento acontecerá no dia 02 de setembro de 2011, no Clube Literário e Recreativo de Sertãozinho, Rua Aprígio de Araújo, 930, às 21:00h e no dia 07 de setembro no estande da Academia Sertanezina de Letras - ASEL, na 9ª Feira do Livro de Sertãozinho/SP
Capa: Vicente Cornetta
Abertura
Caros amigos e leitores:
A caminhada iniciou-se no ano de 1986 quando lancei o meu primeiro livro independente.
Um livro rústico, mas com uma força que não me deixaria mais interromper a caminhada. È certo que em diversos trechos as pausas se fizeram necessárias. Mas sempre a melodia voltava a preencher a minha vida.
Após 25 anos de estrada, creio que chegou o momento de compilar o que de melhor escrevi em uma Antologia. Resolvi reunir os meus cinco últimos livros: Beirais, Arabescos, Portos, olhares e ausências..., Espelhos do tempo e Borboletas no aquário.
A Antologia deverá ser lançada em 2012, mas a releitura começa agora.
Venham comigo neste voo.
Mário Massari
Assinar:
Comentários (Atom)
